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julho 11, 2013

O estilo e a arte barroca na Europa e no Brasil

O Barroco foi um período estilístico e filosófico da História da sociedade ocidental, ocorrido durante os séculos XVI e XVII (Europa) e XVII e XVIII (América), inspirado no fervor religioso e na passionalidade. Embora tenha o Barroco assumido diversas características ao longo de sua história, seu surgimento está intimamente ligado à Contra Reforma. A arte barroca procura comover intensamente o espectador. Nesse sentido, a Igreja converte-se numa espécie de espaço cênico, num teatro sacrum onde são encenados os dramas.

Contrariamente à arte do Renascimeto, que pregava o predomínio da razão sobre os sentimentos, no Barroco há uma exaltação dos sentimentos, a religiosidade é expressa de forma dramática, intensa, procurando envolver emocionalmente as pessoas. Além da temática religiosa, os temas mitológicos e a pintura que exaltava o direito divino dos reis (teoria defendida pela Igreja e pelo Estado Nacional Absolutista que se consolidava) também eram freqüentes.

De certa maneira, assistimos a uma retomada do espírito religioso e místico da Idade Média, numa espécie de ressurgimento da visão teocêntrica do mundo. E não é por acaso que a arte barroca nasce em Roma, a capital do catolicismo.

A escola literária barroca, é marcada pela presença constante da dualidade. Antropocentrismo versus teocentrismo, céu versus inferno, entre outras constantes. Contudo não há como colocar o Barroco simplesmente como uma retomada do fervor cristão. A sua grande diferença do período medieval é que agora o homem, depois do Renascimento, tem consciência de si e vê que também tem seu valor - com exemplos em estudos de anatomia e avanços científicos o homem deixa de colocar tudo nas mãos de Deus.

O Barroco caracteriza-se, portanto, num período de dualidades; num eterno jogo de poderes entre divino e humano, no qual não há mais certezas. A dúvida é que rege a arte deste período. E nas emoções o artista vê uma ponte entre os dois mundos, assim, tenta desvenda-las em suas representações.

O BARROCO NO BRASIL
Incentivado pela descoberta do ouro, estende-se por todo o país o gosto pelo barroco. Enquanto a Europa começava a desenvolver o Neoclassicismo, no século XVIII a arte colonial mineira não absorvia as mudanças e mantinha um barroco tardio e, por sua defasagem com o resto do mundo, tinha suas características singulares.

Minas Gerais, sendo um estado do Interior do Brasil, sofria as dificuldades de importação de materiais e técnicas construtivas. Estas características deram ao barroco mineiro um caráter peculiar e possibilitaram a criação de uma arte diferenciada, regionalista. As características culturais e urbanas do povo mineiro, organizado em vilas, crendo em diversos santos, possibilitaram uma forma de expressão única, mesclada, muito mais do que somente pelo gosto artistico, com o estilo de vida, tornando estreito o relacionamento da arte com a fé e com a população, por meio da vivência e da visualização destes aspectos.

Muitos artistas trabalharam com as condições materiais da região, adaptando a arte ao modo de vida. Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Manuel da Costa Ataíde simbolizam claramente esta arte adaptada ao ambiente de um país tropical, ligando sua arte aos recursos e valores regionais. Ao trabalhar na Igreja de São Francisco de Assis, Aleijadinho substitui o mármore europeu pela pedra-sabão, Ataíde se baseia no "azulejo português" para criar suas pinturas. Absorvendo estes aspectos, o barroco desenvolvido em Minas Gerais ganha expressão particular no contexto brasileiro, firmando-se como um barroco peculiar, chamado de Barroco Mineiro. Um exemplo clássico, que pode ser usado no estudo do Barroco Mineiro, são as igrejas mineiras construidas neste período que vai de 1710 a 1760.

(Texto adaptado de www.wikipedia.org, verbetes "Barroco" e Barroco no Brasil")

Mito e realidade bandeirante.

Nome de ruas, avenidas, praças, estradas, emissoras de rádio e TV, palácios, monumentos, aviões: em São Paulo as referências aos Bandeirantes podem ser encontradas em vários lugares. Para muitos historiadores, essa exaltação dos sertanistas paulistas teria começado no século XIX, época em que São Paulo começava a se destacar no cenário nacional e sua elite desejava difundir o mito de uma pretensa superioridade sobre o país.

Segundo a historiadora Raquel Glezer, "diferentemente de Salvador e do Rio de Janeiro - sedes da colônia - e das cidades mineiras - esplendor da mineração - os intelectuais paulistas não tinham comprovante material do passado colonial glorioso". Dessa forma, com a construção do mito da sociedade bandeirante procurou-se transformar pessoas simples e rudes, quase sempre mestiços que andavam descalços pelos sertões à cata de índios e riquezas, em personagens heróicos, brancos, bem vestidos e dotados de uma força e de um heroísmo quase sobre-humanos.

Para algumas vertentes historiográficas, não se trata de considerar os bandeirantes heróis ou bandidos, mas sim de vê-los como fruto de uma época, ou seja, como pessoas que faziam parte de determinada cultura e viveram de acordo com os padrões da sociedade de seu tempo.

(AZEVEDO, Gislaine & SERIACOPI Reinaldo. História - série Brasil Ed. Ática, São Paulo, 1º ed., 2005.)

História de Curitiba/PR


AS ORIGENS DE CURITIBA

Em meados do século XVII, existia no primeiro planalto, uma série de núcleos de garimpeiros instalados provisoriamente com o intuito de explorar a região. Esta população vasculhava os cascalhos dos riachos à procura de pepitas de ouro, tão cobiçadas. Ao mesmo tempo, neste sertão bravio que era o primeiro planalto, também habitavam os índios tingui, pertencentes à grande nação tupi-guarani. 

Os garimpeiros, vindos principalmente da região litorânea de Iguape, Paranaguá e Santos, foram organizados e mantidos em ordem pelo administrador das minas de ouro Eleodoro Ébano Pereira, que era a única autoridade do governo geral do Rio de Janeiro na região sul. Segundo o historiador Ruy Chistovam Wachowicz, Eleodoro era coordenador da mineração na região, mas nunca foi um povoador; por isto é duvidoso atribuir-lhe o título de fundador de Curitiba. (1988, p. 61). 


Inicialmente, os garimpeiros instalaram-se nas margens do riacho do atuba, formando a vilinha do atuba, porém, devido à alta umidade do local, os moradores resolveram mudar a sede da respectiva vila. Segundo uma antiga lenda, todas as manhãs, na capela local, a imagem de Nossa Senhora da Luz, que ali se venerava, estava com o olhar voltado para o lado onde queria que se erigisse sua igreja definitiva. A lenda continua narrando que, para ter sempre uma boa amizade com os indígenas, os povoadores convidaram o cacique de uma tribo tingui, que habitava a região, para indicar-lhes o local mais apropriado. Este cacique aceitou o convite e, depois de procurar demoradamente um bom lugar, fincou uma vara no chão dizendo: “Coré-etuba”, isto é, “muito pinhão”, “aqui”. Desta expressão, surgira o nome da futura capital dos paranaenses, Curitiba. 

A atual Praça Tiradentes foi o centro do qual irradiou-se a nova povoação. 

Robson Bertasso,
Administração da página "História do Paraná". 
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DUARTE, Otávio; GUINSKI. Imagens da evolução de Curitiba. Curitiba, PR: Ed. do Autor, 2002. 288 p.

WACHOWICZ, Ruy Christovam. História do Paraná. 6ª ed – Curitiba: Editora Gráfica Vicentina Ltda, 1988. 276 p. 

NA IMAGEM: Fundação de Curitiba segundo a lenda, na concepção do pintor Theodoro De Bona. Quadro existente no salão nobre do Colégio Estadual do Paraná.


Homicídios consentidos contra a mulher no Brasil Colonial


"A vida do Brasil colonial era regida pelas Ordenações Filipinas, um código legal que se aplicava a Portugal e seus territórios ultramarinos. Com todas as letras, as Ordenações Filipinas asseguravam ao marido o direito de matar a mulher caso a apanhasse em adultério. Também podia matá-la por meramente suspeitar de traição — bastava um boato. Previa-se um único caso de punição. Sendo o marido traído um “peão” e o amante de sua mulher uma “pessoa de maior qualidade”, o assassino poderia ser condenado a três anos de desterro na África.

No Brasil República, as leis continuaram reproduzindo a ideia de que o homem era superior à mulher. O Código Civil de 1916 dava às mulheres casadas o status de “incapazes”. Elas só podiam assinar contratos ou trabalhar fora de casa se tivessem a autorização expressa do marido."

Artigo completo sobre os desmandos do patriarcado brasileiro AQUI 

Fonte: Carla Sobrino | Equipe História e Historiografia.


Fuga da Família Real Portuguesa em 1808 | Filme: "Carlota Joaquina, a princesa do Brazil"

DIREÇÃO: Carla Camurati
PAÍS/ANO: Brasil, 1995


O filme "Carlota Joaquina, a Princesa do Brazil", narra o processo de fuga da família Real portuguesa para o Brasil e o chamado Governo Joanino (1808-1821), cujas principais características foram a abertura dos portos, a "inversão brasileira" (1815) e o estreitamento das relações diplomáticas com a Inglaterra.




A Inconfidência Mineira | Filme: Os Inconfidentes (1972)


DIREÇÃO: Joaquim Pedro de Andrade
PAÍS/ANO: Brasil, 1972

Com base nos Autos da Devassa, na poesia dos Inconfidentes e de Cecília Meireles, Joaquim Pedro de Andrade contesta as versões oficiais da história da Inconfidência Mineira e trata da posição dos intelectuais diante da prática de políticas revolucionárias.

"Os Inconfidentes" foi sucesso internacional de crítica e público, tendo sido premiado no Festival de Veneza.



A Inconfidência Mineira

Interessante análise da obra de Pedro Américo, sobre a execução de Tiradentes.

Bandeirismo e Mineração no séc. XVIII








Rotas de deslocamento Bandeirante, séc. XVIII





Rotas de abastecimento colonial, séc. XVIII






Bateia utilizada na busca de metais preciosos, o chamado "ouro de aluvião".








Lingotes de ouro devidamente fundido e quintado.






Arraial de Tijuco (Diamantina/MG): uma das regiões mais vigiadas da colônia. Entrada mediante autorização Real e extração fortemente vigiada. 

                                                                       Santos do pau oco

Invasões Estrangeiras (França e Holanda)




França e Inglaterra, excluídas do Tratado de Tordesilhas, também disputaram territórios.















Publicação sobre o Projeto França Antártica (1555-1567)



















Cartografia do Projeto França Antártica.













Projeto França Antártica: Forte de Villegagnon.













Brasil Holandês (1630-1654), a invasão.


















Maurício de Nassau: administrador responsável por uma política de aproximação com os proprietários de engenho.















Acusado de traição pelos portugueses, Calabar teria contribuído com os holandeses na invasão de Pernambuco. Na década de 1970, Chico Buarque e Ruy Guerra tiveram a peça "Calabar" censurada pela Ditadura Militar.
















"A Batalha de Guararapes", obra de Victor Meirelles - pintor oficial do governo imperial brasileiro - registra a guerra de expulsão dos holandeses da região de Pernambuco.

Economia e Comércio Colonial






Atividades econômicas complementares.
Brasil Colônia, séc. XVIII






Mineração e integração comercial entre diversas regiões da colônia portuguesa na América.




Locais de surgimentos dos primeiros núcleos de povoamento colonial. Séc. XVIII







A pecuária hoje.

abril 22, 2013

O Povo Brasileiro (Ep.05) - "Brasil Crioulo"

Documentário: "O Povo Brasileiro"

Dir. Isa Ferraz. Brasil, 2000.

EPISÓDIO 5: "Brasil Crioulo"

Em meio ao desenvolvimento e opulência da economia açucareira, nesse episódio, Darcy Ribeiro nos conta sobre a forte presença da cultura africana nos costumes, na língua, na culinária, na dança e na música da dita "brasilidade". 

"Nenhum povo que passasse por tudo isso como sua rotina de vida, através de séculos, sairia dela sem ficar marcado indelevelmente. Todos nós brasileiros, somos carne daqueles pretos e indios supliciados. Todos nós brasileiros, somos por igual, a mão possessa que o supliciou. A doçura mais terna e a crueldade mais atroz, aqui se conjugaram para fazer de nós a gente sentida e sofrida que somos e a gente sensível e brutal que também somos".
(Darcy Ribeiro - "O Povo Brasileiro")


abril 19, 2013

Empresa Colonial Açucareira







Estrutura de um Engenho: Moenda movida por força hidráulica.






Estrutura de um Engenho: Moenda movida por força humana (escravos).







Estrutura de um Engenho: Moenda movida por força animal (gado).









Representação de uma fazenda açucareira, por Gilberto Freyre.








Escrava de ganho vendendo maçãs.








     Escrava ama-de-leite.










                                     Escravo Belisário








Um cortador de cana no séc. XX. 
Foto de Sebastião Salgado.

abril 11, 2013

Filme: "Quilombo" (1984)

A História da resistência africana contra a escravidão, durante as invasões holandesas no Brasil. Destaque para Quilombo dos Palmares e seu principal líder, Zumbi.


abril 08, 2013

Escravidão africana na América









                  África


























Diversidade Africana




















Escravizados na América


















Campo de Concentração


















Escravo castigado pelo Feitor.
Jean-Baptiste Debret - "Viagem Pitoresca ao Brasil"















Escravo castigado pelo Feitor.
Jean-Baptiste Debret - "Viagem Pitoresca ao Brasil"


































Louis Morier - "Todos os Negros"








Escravo castigado pelo Feitor.
Jean-Baptiste Debret - "Viagem Pitoresca ao Brasil"



















                    
                Cicatrizes dos maus tratos

























Escravos de ganho.
Jean-Baptiste Debret - "Viagem Pitoresca ao Brasil"















Jean-Baptiste Debret - "Viagem Pitoresca ao Brasil"
















Escravos de ganho.
Jean-Baptiste Debret - "Viagem Pitoresca ao Brasil"


















Instrumentos de tortura e controle social, usados contra os escravos.




















Mercado de escravos.
Jean-Baptiste Debret - "Viagem Pitoresca ao Brasil"