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março 27, 2013

Colônias espanholas, portuguesas e inglesas na América: semelhanças e diferenças


                                              Colônias do Sul: Escravos africanos na lavoura de algodão.

O colonizador inglês implantou no processo de colonização da América do Norte, o modelo capitalista de produção, desenvolvendo agricultura, indústria e comércio, a partir dos princípios liberais ingleses que, naquele momento, começava a se configurar na Inglaterra e ganhava força na região Norte dos Estados Unidos, essencialmente protestante.

Já o modelo de colonização na América do Sul, de forte orientação católica e, portanto, contrário à pratica do lucro e usura - inerentes ao comércio e ao capitalismo em geral - caracterizou-se de forma muito diferente, uma vez que os colonizadores, em defesa essencialmente do interesse da metrópole, implantaram extensas monoculturas, com taxações e controles do Estado representado na figura da metrópole.

Os ingleses empreenderam a colonização da Am. do Norte por meio de duas companhias, ou seja, os povos adotaram caminhos diferentes e direção ao "espírito da modernidade liberal". Atendendo a essa direção, o  estado adotou empresas comerciais para efetivação da jornada expansionista: a primeira companhia, de Londres e a outra a de Plymonth.

Os portugueses e espanhóis, ao contrário, realizaram a colonização enquanto empreendimento estatal. No caso do Brasil, a Coroa Portuguesa estabeleceu Capitanias Hereditárias, visando assentar colonos e impedir que as terras fossem invadidas pelos indígenas e estrangeiros, estabelecendo extensas propriedades de terra (Sesmarias) em toda a faixa litorânea.

Texto adaptado de  Webartigos

março 26, 2013

As 13 Colônias: Norte, Centro e Sul

Mapa das 13 Colônias e suas fronteiras entre as colônias do Norte e colônias do Sul.

O Comércio Triangular nas 13 Colônias da América do Norte


Mapa ilustrando a dinâmica do comércio triangular, os produtos comercializados e os atores envolvidos.

A chamada política da "Negligência Salutar" permitia maior autonomia política e econômica às colônias inglesas da América do Norte.


março 15, 2013

Navegações, Burguesia e Globalização


"A descoberta da América, a circunavegação da África criaram um novo terreno para a burguesia ascendente. Os mercados das índias Orientais e da China, a colonização da América, o intercâmbio com as colônias, a multiplicação dos meios de troca e das mercadorias em geral deram ao comércio, à navegação, à indústria um impulso jamais conhecido; e, com isso, imprimiram um rápido desenvolvimento ao elemento revolucionário na sociedade feudal em desagregação".

Karl Marx, "Manifesto Comunista" (1848) 

1492, o choque entre dois Mundos.


“No dia 12 de outubro de 1492, começou para a América Latina e para o Caribe, uma sexta-feira santa de dor e de sangue, que prossegue até agora sem conhecer o domingo da Ressurreição. 1492 é a data dos conquistadores e não das populações autóctones. Não é a lembrança duma bênção, mas o pesadelo de um genocídio”.(*) 

- Leonardo Boff e Virgílio Elizondo, "Manifesto contra a evangelização da América". (1986).















Autor: José Garnelo Alda
Obra: Homenagem ao IV Centenário do Descobrimento da América (1892).

1492, a conquista do paraíso.

O Europeu chega à América: conquista, catequese e globalização.




O Povo Brasileiro (1)

Entre o brasil edênico e o brasil construído: a formação do povo brasileiro.

Documentário: "O Povo Brasileiro"
Dir. Isa Ferraz. Brasil, 2000.


O Povo Brasileiro é uma recriação da narrativa de Darcy Ribeiro, e discute a formação dos brasileiros, sua origem mestiça e a singularidade do sincretismo cultural que dela resultou. Com imagens captadas em todo o Brasil, material de arquivo raro e depoimentos, a série é um programa indispensável estudantes e todos os interessados em conhecer um pouco mais sobre o nosso país.




março 17, 2007

A Chegada dos Invasores

O texto a seguir é parte de um trabalho indígena que tenta recuperar a história do povo krenak, habitante do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. Para isso foi fundamental o papel dos professores da tribo, que gravaram a fala de seus parentes mais velhos e deram início ao registro escrito da tribo. Além disso, o texto ilustra com muita sensibilidade, algumas das principais características do período Pré-Colonial brasileiro, como por exemplo, as missões jesuíticas e a catequese, o escambo, a exploração desenfreada dos recursos naturais, a escravidão indígena e negra e o extermínio das nações.

A Chegada dos Invasores
" Por volta de 1500, começou a história triste,
quando navegadores europeus chegaram neste paraíso.
E esta gente estranha, vejam só tamanho engano:
a tantas nações tão diversas, deram o nome único - "índios".
E a terra em equilíbrio nunca mais foi o que era,
pois a gente que chegou não tinha intenção sincera,
mostrava-se amiga e com presentes adulava
para que índios retribuíssem com as riquezas da terra.
E os estrangeiros chegaram, passando ali a reinar...
E o solo da terra fértil, marcaram com sua cruz
e rezaram sua missa pra donos da terra ficar!
E dali foram levando pau-brasil, ouro, animais,
indiferentes ao chorar da terra a lamentar...
Estes invasores precisavam de gente para trabalhar
e não tiveram vergonha de os índios escravizar.
E assim fizeram com os índios também
o que fizeram com os negros. Se os escravos
queriam parar, com chicote faziam continuar...
E tiveram as missões religiosas que queriam amansar
com suas rezas, com seus cantos, fazer o índio trabalhar.
Mas os índios, revoltados, resolveram se organizar,
se reuniram também aos negros com coragem foram guerrear.
Mas os brancos tinham arma de fogo e prendiam mulheres,
crianças, botavam fogo na aldeia.
Com covarde, não dá prá lutar".

(A chegada dos invasores. In: Coisa tudo na língua krenak. MEC/Unesco, 1997)